Turismo e descontração pelo Brasil – Muita alegria em Curitiba e São Paulo

Você já deve ter ouvido falar que cada região do Brasil tem uma cultura e uma lógica diferente – até mesmo em relação à língua portuguesa, onde cada estado parece ter uma licença poética para inventar suas próprias palavras. Isso, a cultura de cada lugar e o modo de vida das pessoas podem render boas risadas e histórias divertidas para contar depois de voltar de férias em lugares bem peculiares do Brasil. E não se engane ao pensar que “lugares peculiares” são rincões do país onde tudo pode acontecer; as próprias capitais brasileiras podem render histórias bem pitorescas, como as situações que geralmente acontecem com quem faz reserva de hotel em cidades como São Paulo e Curitiba.

Em Curitiba, por exemplo, não importa em que época você vá, esteja preparado para tudo: a capital paranaense, considerada uma das mais frias do Brasil, pode ter lampejos de verão vindos de onde menos se espera – em um acontecimento que o humorista curitibano Diogo Portugal classifica como que para se ter dó da garota do tempo. Afinal, segundo ele, chegará o dia em que a moça da televisão falará “saia de biquíni, mas leve um sobretudo”, de tanto que o  clima pode mudar em apenas um dia. E se você estiver hospedado em um hotel 3 estrelas em Curitiba sem aquecedor, vai precisar de muita coragem para enfrentar situações comuns do cotidiano, como usar o vaso ou tomar banho, já que tirar a roupa não é uma opção nesses dias.

Santa Felicidade - Curitiba
Santa Felicidade - Curitiba

Em Curitiba a cidade também é conhecida por ter as pessoas mais frias e reservadas da região sul, mas tentar conversar com um curitibano não é um desafio por causa disso, mas sim por causa do “dialeto” típico da cidade que é bem difícil de assimilar em um primeiro momento. Por lá, palavras como piá, vina, mimosa e penal são comuns para falar de menino, salsicha, mexerica e estojo de lápis. Portanto, antes de começar a conversar com um curitibano, procure um bom dicionário próprio ou alguém que possa te explicar pelo menos o básico antes que você comece a boiar em qualquer conversa. Essas histórias são muito comum e coisas engraçadas como essa você também pode encontrar no blog de humor.

E nem a maior metrópole brasileira escapou dos dialetos, muito antes pelo contrário. Já que São Paulo é a cidade das convergências, o que não falta por lá são palavras que paulistas inventam e que podem deixar o turista em calças curtas – e isso nada tem a ver com tendências da moda. Deixar ou pegar alguém de calças curtas quer dizer que a pessoa está desprevenida. Antes de começar a falar só água – ou só besteira, melhor? – por lá, é preciso entender como ninguém o que os “manos” falam, especialmente em comunidades italianas, onde o sotaque paulista se junta ao sotaque italiano, falando em gírias, e aí não há mesmo quem entenda o que se diz. Também pode acontecer, ao conversar com um paulista, de ele falar um quilo e você não entender cem gramas… mas isso, com o tempo, acaba ficando fácil de driblar.

São Paulo capital
São Paulo capital

E quem quer dica de hotel em São Paulo pode saber que o clima por lá não chega a ser tão louco quanto o de Curitiba, mas não ouse sair sem um guarda-chuva ou sombrinha a tiracolo e ser pego “de calças curtas” pela garoa paulistana, que é quase um dos pontos turísticos da capital paulista. Se bem que, nos últimos anos, o melhor a se fazer quando a chuva começa, e geralmente começa do nada, é procurar um bom abrigo, pois acredite: a cidade vai parar. O trânsito, que já é tenso, fica pior ainda, em um movimento que os próprios paulistas denominam como “chover carros”: é só começar a chover que o tráfego aumenta bastante, e o caos está instaurado. Para quem está de passagem, ficar preso no trânsito de São Paulo pode ser, também, um ponto turístico – e acabar com histórias engraçadas sobre encontrar o amor no trânsito e outras coisas do tipo.

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