Caos aéreo nos aeroportos: Esse ano o Brasil precisa mudar

Quando se aproxima o mês de dezembro há um aumento considerável de pessoas viajando. Vários são as opções de turismo escolhidas para desfrutar das férias Esse crescimento de pessoas nos aeroportos e rodoviárias geram problemas que já são comuns durante essa época do ano. Para evitar grande aglomeração nos aeroportos devido a cancelamentos e atrasos de vôos, a ANAC resolveu por fim no overbooking (quando as empresas vendem mais passagens do que assentos disponíveis) e também exigir o endosso aos passageiros, ou seja, caso seu vôo atrase mais de 3 horas você terá o direito de embarcar em outro vôo que faça o mesmo trajeto, sem custos adicionais.

Longa Espera nos aeroportos do Brasil
Longa Espera nos aeroportos do Brasil

Antes da proibição do overbooking, a ANAC permitia que as companhias aéreas vendessem mais passagens do que poderiam comportar, mas as mesmas deveriam dar assistência ao consumidor, pagando hotel, alimentação e até devolver o dinheiro do valor da passagem, se necessário. Entretanto, essas transações eram complicadas, as empresas aéreas não cumpriam o trato de forma correta e na maioria das vezes acabavam lesando os passageiros, que ficavam horas no aeroporto a espera de um novo embarque. Cenas dessas espera são comuns nos aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

A concorrência entre companhias aéreas no Brasil facilitou a vida da população. Com os bilhetes aéreos sendo vendidos a preços acessíveis, o aumento de pessoas utilizando esse tipo de transporte está crescendo em grande escala; entre os meses de janeiro e outubro o aumento foi de 25% e segundo pesquisas, esse número tende a aumentar ainda mais. Porém, as companhias precisam se preparar melhor para essa grande expansão de mercado, por isso, entre as medidas tomadas pela ANAC para conter o caos aéreo, comum nos finais de ano, está a de aumentar o número de colaboradores das empresas aéreas. E parece que elas vêm cumprindo com o combinado; a TAM contratou cerca de 700 pessoas para trabalhar nos aeroportos e 1.300 tripulantes. A Webjet aumentou o seu quadro com mais 130 colaboradores. A Gol contratou cerca de 300 pessoas e a Avianca e a Trip disseram que estão fazendo novas contratações. Para que os direitos dos passageiros sejam respeitados, a ANAC vai remanejar aproximadamente 120 novos fiscais; os profissionais ficarão distribuídos em Guarulhos, Congonhas – São Paulo, Galeão, Brasília, Confins, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória e Manaus. A agência também proibiu que os gerentes tirem férias entre o período de 17 a 31 de dezembro.

Caos aéreo no Brasil
Caos aéreo no Brasil

Todos esses cuidados da ANAC visam, principalmente, evitar transtornos nos aeroportos causados pela desorganização das companhias aéreas. Cenas como as que presenciamos no ano de 2009, mancharam a reputação dos órgãos competentes do governo brasileiro e das próprias companhias, que demonstraram total despreparo para o crescimento desse segmento.

Vamos torcer, para que a partir de agora, essas mudanças possam refletir em um melhor atendimento para os usuários por longos anos. Claro que o Brasil ainda precisa investir muito em infra-estrutura, principalmente nos aeroportos e nas companhias aéreas, mas esse já foi um primeiro passo importante para a evolução do país.

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